sábado, 28 de junho de 2008

Injustamente separados

  • Agora, sem lar

Ativistas da província de Orissa, na Índia, pedem a libertação de Ram Singh Munda, de 35 anos, que foi preso na última semana por ter adotado um urso para fazer parte de sua família. Ram teria considerado o filhote de urso uma boa companhia para sua filha de seis anos, que havia acabado de perder a mãe.
Ativistas defendem que Ram, analfabeto, desconhece a legislação que proíbe a domesticação de animais selvagens e nunca explorou o animal para fins comerciais.
O urso, pertencente à espécie Melursus ursinus, foi encaminhado a um zoológico, onde está isolado e se recusa a comer, e a filha de Ram está em um orfanato estatal.

Mas defensores dos direitos dos animais estão pedindo a libertação do homem de 35 anos, assim como um reencontro dos três - pai, filha e urso.
Ran faz parte de uma tribo que vive em florestas no leste da Índia. Ele relatou ter encontrado o urso no ano passado enquanto procurava lenha em um local próximo à aldeia de Gahatagaon.
Conteúdo enviado por Sidimar Rostan

domingo, 15 de junho de 2008

O corpo humano em números II

  • Curiosidades neurocientíficas


  • O cérebro humano pesa em torno de 1,5 Kg – sendo o cérebro feminino um pouco mais leve – e possui cerca de 100 bilhões de neurônios;
  • O peso do cérebro correspondente a 2% do peso do corpo e as atividades cerebrais exigem 25% de todo oxigênio que usamos;
  • Em um milímetro cúbico de tecido cerebral existem 100 mil neurônios que estabelecem 1 bilhão de conexões uns com os outros;
  • Os estímulos nervosos percorrem o cérebro a 385 km/h;
  • Se medíssemos todas as ramificações que os neurônios apresentam, chegaríamos à conclusão de que o cérebro contém uma “fiação” de 100 mil quilômetros, duas vezes e meia a circunferência da Terra.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sistematicamente distantes e fisiologicamente semelhantes

  • Uma característica preservada ao longo da evolução

As moléculas que participam da transmissão de impulsos neuronais não apresentam diferenças em escala zoológica, tanto que, vermes, moscas e mamíferos apresentam, praticamente, as mesmas moléculas neurotransmissoras e também as que controlam o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso. Curiosamente, essas moléculas envolvidas nas atividades cerebrais foram conservadas durante a evolução.
O que difere a nível de cognição, memória e percepção, é o resultado da quantidade de neurônios envolvidos no processo, as propriedades destes neurônios, a diversidade de circuitos (percursos dos estímulos), a diferenciação das áreas anatômicas do cérebro e a frequência do fluxo de íons e moléculas pelos circuitos cerebrais. Essas diferenças são fundamentais para determinar as diferenças comportamentais inatas entre os animais.

A complexa Neurociência

  • Descobertas sobre as "misteriosas borboletas da alma”

O anatomista espanhol Santiago Ramón y Cajal, um século atrás, estudou o cérebro humano, preparando cortes histólogicos corados com uma substância de sais de prata. Ao decorrer da esperiência ele percebeu que algumas células mantinham a coloração, enquanto outras não absorviam o pigmento. Ele, então, observou que as células do sistema nervoso diferenciam-se das demais células do organismo, por possuirem um corpo central de onde partem inúmeras ramificações que as conectam com uma infinidade de outras células semelhantes, e as chamou de neurônios.
Entre todas as descobertas, Cajal também observou que os neurônios apresentam diferenças em relação à forma e ao tamanho, constatando que aqueles com prolongamentos curtos comunicam-se com vizinhos próximos, enquanto outros, expandem seus “tentáculos” para distantes áreas cerebrais e até para a medula espinhal.
Cajal descreveu o processo de transmissão de “sinais” de neurônio para neurônio através de seus prolongamentos - os axônios - que se comunicam com as extensões do neurônio seguinte - os dendritos - e deu a essa propriedade de comunicação o nome de polaridade. Com essa descoberta - a teoria neuronal - o anatomista recebeu o prêmio Nobel de Medicina e, ainda, o título de “pai da Neurociência moderna”.
Segundo ele, os neurônios são “as misteriosas borboletas da alma, cujo bater de asas poderá algum dia - quem sabe? - esclarecer os segredos da vida mental”.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Relíquia paleobotânica

  • A cidade de madeira que virou pedra

O município de Mata localiza-se no interior do Rio Grande do Sul, distante, aproximadamente, 370 Km de Porto Alegre, possuindo uma área de 299,3 K². A criação da cidade se deu em 1962, a partir do já extinto município de General Vargas.
Mata é conhecida pelo slogan de “a cidade de madeira que virou pedra” devido à existência de uma floresta pré-histórica que data de 200 milhões de anos e, petrificada, foi conservada até os dias atuais.
Perto dali, no município de São Pedro do Sul, observa-se a maior floresta petrificada do mundo.
O mais interessante é que, mesmo depois de duas centenas de milhões de anos, as árvores mantiveram todas as características, incluindo-se a estrutura molecular, os anéis de crescimento, a “casca”, as raízes, os nós, o “miolo”, etc.
Mas como isto aconteceu?
Bem, geralmente, quando uma árvore é derrubada ela apodrece e para manterem-se preservadas, as estruturas orgânicas devem ser mantidas conservadas em alguma substância que impeça que os microorganismos as decomponham. As árvores existentes na região do município de Mata mantiveram sua estrutura preservada devido à silica, conhecida vulgarmente como areia. Esse mineral ao decorrer dos anos foi penetrando na madeira das árvores e “vitrificando” sua estrutura. As partes onde a sílica não conseguiu penetrar apodreceram com o passar do tempo.
Os cientistas analisaram os exempleres petrificados e constataram que além da sílica, outros fatores, provavelmente, também contribuíram para a preservação da estrutura da flora pré-histórica da região, como: o potencial alcalino do solo que dissolve a sílica e a existência de água (gelo) durante o período de glaciação.
Já foi repetido, in vitro (em laboratório), métodos de reprodução do processo de petrificação de vegetais, porém, nunca conseguiu-se preservar a estrutura celular dos exemplares que, em boa parte das árvores petrificadas encontradas no Rio Grande do Sul, foi mantida intacta. Tão intacta, que permite aos cientistas estudarem as mudanças ocorridas ao longo do período da existência da árvore e a evolução da estrutura celular da antiga flora.

sábado, 7 de junho de 2008

O corpo humano em números

  • As células

São mais de 220 bilhões de células em nosso organismo.
As que revestem o estômago e o intestino são todas trocadas a cada três dias. As da gengiva se renovam a cada duas semanas. Algumas vivem apenas 1,5 dia, mas no fígado, elas resistem até 5 meses. No sangue, os glóbulos brancos duram 15 dias e os vermelhos, 120.
Os macrófagos (grandes células sangüíneas) digerem uma bactéria em apenas um centésimo de segundo.
O homem produz 8 trilhões de espermatozóides durante a vida. Em cada ejaculação, são liberados entre 250 milhões e 500 milhões.
A mulher nasce com 400.000 óvulos nos dois ovários. Destes, só uns 500 vão maturar, os que não forem fertilizados serão eliminados pela menstruação.
O óvulo é a maior célula humana.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente

  • O frágil planeta azul



Estamos no início do século 21 e, desde 4 bilhões de anos atrás – quando surgiram as primeiras formas de vida – nosso planeta sofre modificações que têm influência decisiva na sobrevivência de todas os organismos.
Essas modificações ambientais já promoveram o desaparecimento de muitas espécies que, pressionadas pelas adversidades, acabaram desaparecendo e, assim, dando lugar à outras mais “aptas”.
Mas agora, por mais incrível que pareça, uma única espécie se acha no direito de governar sobre todas as outras, parecendo esquecer que são muito mais dependentes das espécies - por eles julgadas inferiores - do que estas em relação a eles. Em sua ganância desenfreada e sede de exploração, esses seres têm se orgulhado de sua capacidade de criação e parecem desconhecer que esta mesma capacidade (que ironicamente também é utilizada como argumento de sua superioridade) está os levando para a primeira extinção artificial já vista na Terra.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Turismo cruel

  • A ameaça da caça esportiva
Os leopardos-das-montanhas são animais ariscos, preferindo viver isolados de outros da mesma espécie. Porém, esse isolamento existencial não irá conseguir mantê-los distante dos caçadores. A proibição de caça aos leopardos, imposta desde 1980, foi cancelada pelo governo da Uganda. A retomada da caça esportiva deve-se ao fim dos conflitos internos no país e a conseqüente expansão do turismo.
Apesar de o governo uganense afirmar que serão abatidos apenas os animais mais velhos, conseqüentemente, fora da idade reprodutiva e incentivar a caça aos leopardos com a utilização de dardos tranquilizantes, a atividade desportiva do país torna-se uma ameaça à sobrevivência da espécie.

A "roupa" para a guerra

  • Coloração de aviso

Você já deve ter percebido que alguns animais apresentam estratégias muito interessantes para defender-se dos predadores. Essas estratégias são muito diferenciadas, mas todas têm um ponto em comum: a perpetuação da espécie, ou, se preferirem, a perpetuação das características genéticas do indivíduo.
O mimetismo é um desses métodos. Ele permite ao animal camuflar-se no ambiente, passando despercebido ao predador.
Ao contrário dos que preferem se esconder, há também os que preferem se mostrar, apresentando uma coloração vistosa para “anunciar” aos predadores que podem ser perigosos. Esta estratégia é chamada de coloração de aviso.
Um bom exemplo disso é o caso dos nudibrânquios, ou, mais popularmente, as lesmas-do-mar que, em sua maioria, produzem toxinas desagradáveis ao animal que as ingere. Assim, o predador identifica facilmente o perigo e não torna mais a atacar.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Frágil ecossistema gaúcho

  • Reserva Ecológica do Taim
A reserva ecológica do Taim possui uma área de 32.038 ha, distante, aproximadamente, 370 quilômetros de Porto Alegre. Está localizada na região sul do Rio Grande do Sul, em um istmo na península do Albardão, isolada, de um lado pelas lagoas Mangueira e Mirim e, de outro, pelo Banhado do Taim, tendo o Oceano Atlântico ao Leste, em território pertencente aos municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar.
A Reserva é composta por bosques entre figueiras e corticeiras, em um ecossistema predominantemente pantanoso, ao lado de dunas e praias.
Um dos principais motivos que levaram à criação da Estação Ecológica do Taim, em 21 de julho de 1986, foi o fato de esta área ser um dos locais por onde passam várias espécies de animais migratórios vindos da Patagônia.
O Taim reserva um dos ecossistemas mais frágeis do Estado. Na área há cerca de 230 espécies de pássaros, 70 de mamíferos e 60 de peixes. No local pode-se encontrar capivaras (Hydrochoereus hydrochoereus), tuco-tucos (Atenomys flamarioni), jacarés-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) que estão incluídos em listas nacionais e internacionais de animais ameaçados de extinção, tartarugas, gatos-do-mato e ratões-do-banhado (Myocastor coypus) espécie que sofreu uma perseguição intensa devido ao valor da sua pele. O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) já foi encontrado no Taim no início do século, porém, foi extinto devido a ações predatórias do homem.
Entre as espécies de aves a mais surpreendente é o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus) que convive com colhereiros, flamingos e caracarás e é considerada símbolo da reserva.
Outras espécies de aves também ameaçadas de extinção são o coscoroba (Coscoroba coscoroba), o irerê (Dendrocygna), o marrecão-da-Patagônia (Neta peposaca), os socós (Trigrisonia spp.), o tachã (Chauna torquata), a garça-branca-grande (Casmerodis albus) e muitos outros.
As árvores dominantes na Reserva são a figueira nativa (Ficus organensis) e a corticeira (Erythrina sp.) das quais pendem barbas-de-velho que causam efeito decorativo. Destacam-se também as orquídeas, sendo a Cattleya intermedia a principal espécie.
No banhado, que constitui a maior parte da Estação, domina o junco (Sairpus californicus). Estão presentes, também, plantas aquáticas como o aguapé (Eichornia crasnpes) e a erva-de-santa-luzia (Pistia stratiotes). Entre as gramíneas, foram assinaladas a Paspalum e a Spartina, que ocupam grandes áreas do banhado e oferecem refúgio para diversas espécies de aves e mamíferos.
Por ser o banhado um dos últimos remanescentes desse tipo de ecossistema, a Estação Ecológica do Taim tem valor especial para estudos ecológicos.
A simples utilização da estação como área de descanso, crescimento ou nidificação torna-a ainda mais importante para as espécies migratórias, pois, a destruição de uma área na rota de migração pode colocá-las em risco de extinção.
A Estação conta com uma infra-estrutura para o desenvolvimento de pesquisas onde não é permitida a visitação pública com o objetivo de lazer, porém, são incentivadas atividades de Educação Ambiental.

domingo, 1 de junho de 2008

Planeta água

Funcionários da Corsan realizam uma campanha em todo o Rio Grande do Sul para garantir na Constituição Estadual que a água seja um bem comum de todos e não possa ser privatizada. A categoria, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Água e em Serviços de Esgotos (Sindiágua) irá protocolar em Novembro, na Assembléia Legislativa, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que altera o artigo 7º da Constituição. Os trabalhadores querem colocar no texto, que dispõe sobre os bens do Estado, que a água deve continuar pública, não podendo ser privatizada.
O presidente do Sindiágua, Rui Porto, afirma que a PEC é uma resposta ao assédio das empresas privadas às prefeituras do interior. Ele relata que empresas estão prometendo ganhos para que prefeitos não renovem o convênio com a Corsan, conseguindo desta maneira assumir os serviços de água e esgoto.
“Temos o medo de que a iniciativa privada comece a querer a debruçar os olhos sobre a água até em função da anunciada crise mundial da água, lá para 2025, quando de acordo com estudos de organismos internacionais haverão 3,5 milhões de seres humanos sem acesso a água potável”, afirma.
Cidades da Argentina já tiveram experiências negativas com a privatização da água. O serviço se tornou de péssima qualidade e caro, o que fez com que muitos habitantes não conseguissem pagar as contas e ter acesso à água potável. Na província de Tucumán, a empresa que assumiu o setor em 1995 aumentou a tarifa de água em 104%. Para Rui, é natural que o interesse da iniciativa privada esteja voltada ao Brasil.
“O Brasil detém 12% das reservas de água doce potável do planeta. Então é muito natural que essas empresas queiram privatizar a água. E para evitar que isso aconteça o nosso entendimento é de que o legado que podemos deixar para as gerações futuras é o acesso à água pública”, diz.
A campanha em apoio à PEC dos funcionários da Corsan foi lançado 24 de Maio, no auditório Dante Barone, na Assembléia Legislativa. O objetivo é arrecadar dois milhões de assinaturas no abaixo-assinado, o que corresponde a 1/3 do eleitorado gaúcho. Qualquer pessoa pode assinar o abaixo-assinado, que está disponível nas nove superintendências regionais da Corsan.

Por: Sidimar F. Rostan